quinta-feira, 26 de junho de 2025

Arraiá do Pescador segue animando Raposa com cultura, tradição e grandes atrações neste São João

 

O Arraiá do Pescador continua encantando moradores e visitantes com muita música, dança, tradição e alegria típica dessa época tão especial. Na noite desta terça-feira (24), Dia de São João, a festa foi ainda mais vibrante.

O tradicional Arraiá se transformou novamente em um verdadeiro palco de celebração da cultura popular. A festa, promovida pela Prefeitura de Raposa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), em parceria com o Governo do Estado, atraiu um grande público, formado por moradores, que lotaram a orla da cidade para prestigiar as apresentações culturais e curtir as atrações musicais.

No palco principal, se apresentaram grupos que representam, com orgulho, a diversidade das manifestações populares do Maranhão. O público se encantou com as performances do Boi Novilho Branco, Boi Encanto do São Cristóvão e Boi Encanto do Olho D’Água, que emocionaram com suas belas toadas, coreografias envolventes e tradicionais indumentárias, repletas de cores, brilho e simbolismo, arrancando aplausos entusiasmados da plateia.

Encerrando a noite, o autêntico forró pé de serra da banda Mixirica garantiu aquele arrasta-pé que não deixou ninguém parado, reforçando que o São João na Raposa é sinônimo de alegria, música e tradição.

O prefeito Eudes Barros participou da programação em comemoração ao Dia de São João, acompanhado de familiares, secretários municipais e vereadores.

“É uma grande alegria prestigiar, com entusiasmo e beleza, a cultura do nosso povo neste terceiro dia de festividades juninas. Nosso compromisso é valorizar a cultura, apoiar os grupos locais e manter viva essa manifestação que é patrimônio do Maranhão e do nosso município. Aproveito para agradecer ao governador Carlos Brandão e ao secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, pela parceria essencial na realização dos festejos juninos. Juntos, fortalecemos a cultura, apoiamos nossos artistas e levamos mais felicidade à população”, afirmou o prefeito.

O secretário de Cultura, Pereira Filho, reforçou que a programação segue até o dia 4 de julho.

“A cada ano buscamos fortalecer essa festa tão importante para a Raposa. O São João é a maior expressão da cultura popular nordestina e, aqui, no nosso Arraiá do Pescador, fazemos questão de valorizar nossos grupos, nossa culinária, nossa música e nossa tradição. Agradeço a todos os envolvidos, aos artistas, às equipes e, principalmente, ao nosso povo, que faz essa festa acontecer com tanta alegria e participação”, ressaltou.

Quem visitou o Arraiá encontrou um ambiente planejado para toda a família, com barracas padronizadas, comidas típicas, decoração temática e um esquema de segurança reforçado, com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Defesa Civil e segurança privada. Além disso, uma ambulância com equipe médica permaneceu de plantão durante toda a programação, garantindo atendimento rápido, caso necessário.

Texto: Nonato Aguiar

Fotos: Nonato Aguiar e Melkias Lisboa

terça-feira, 24 de junho de 2025

Justiça determina interdição e desocupação do Edifício Santa Luzia

 Justiça determina interdição e desocupação do Edifício Santa Luzia

A Justiça determinou a interdição imediata do Edifício “Santa Luzia”, no bairro São Francisco, e a desocupação do prédio, com a retirada, no prazo de 30 dias, dos moradores  que se encontram no local, garantindo a realocação das famílias e sua inclusão em programa de aluguel social até conclusão do reassentamento.

Em três anos, o Município de São Luís deverá reformar e concluir as obras no Edifício Santa Luzia, caso haja condições técnica e financeira para recuperação do imóvel. Não sendo possível, deverá promover a sua demolição. O cronograma com as datas de interdição, desocupação, recuperação ou demolição do imóvel deverá ser informado com  antecedência, ao Judiciário.

A decisão, do juiz Douglas de Melo Martins (Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís), determinou, ainda, que o Município de São Luís deve enviar aviso prévio aos moradores do prédio, informando a data da desocupação e cientificando-os de que deverão desocupar o imóvel até a data designada.

INSEGURANÇA E INSALUBRIDADE

Segundo informações do processo, a ausência de condições mínimas de segurança e salubridade foi atestada, pelo CREA/MA,  pela SEMTHURB e Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, que constataram a existência de graves riscos estruturais, com possibilidade concreta de desabamento ou incêndio.

Laudo pericial expedido pelo perito da Justiça e o relatório técnico emitido pela SECID confirmam o risco de colapso da edificação, além de choques elétricos e incêndios, o que exige a imediata retirada das pessoas que ainda ocupam o local.

O prédio não apresenta condições de habitabilidade devido à falta de segurança em decorrência do elevado grau de risco de incêndio pela ausência de sistema de combate a incêndio e pânico, ausência de sistema de proteção contra descargas atmosféricas e péssimas condições das instalações elétricas e hidrossanitárias, além de infiltrações, afloramentos, mofo e insalubridade em várias partes da edificação.

DIREITO À MORADIA DIGNA

Segundo o juiz, a interdição se impõe diante da constatação das inúmeras deficiências que comprometem a sustentação da edificação, em favor da segurança das pessoas envolvidas e não pretende retirar dessas pessoas o direito à moradia digna.

Na sentença o juiz afirma que a omissão do Poder Público Municipal, que mesmo após sucessivas intimações não agiu, caracteriza violação ao dever de proteção do interesse público, quanto à ordem urbanística e ao exercício do poder de polícia administrativa previsto na Lei nº 3.253/1992 (Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo Urbano).

“O direito à cidade, à moradia digna e à segurança coletiva impõe ao Poder Judiciário a adoção de medidas eficazes para impedir que a inação administrativa resulte em tragédias previsíveis e evitáveis, devendo-se, portanto, garantir a preservação da vida e a reordenação do espaço urbano, com observância ao princípio da precaução e ao dever de proteção ambiental urbana”, declarou Douglas Martins

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Segundo dia do Arraiá do Pescador tem shows animados, organização e clima de festa no Viva Raposa


 

O segundo dia do Arraiá do Pescador manteve o ritmo da abertura e transformou novamente o Viva Raposa em um grande palco de cultura, tradição e alegria. A programação deste domingo (22), contou com apresentações de Grude Aí, Guibson Sousa e Flashback do Forró, que embalaram o público com muito forró, arrocha e sucessos que marcaram época.


Quem foi ao arraial aproveitou não só as atrações musicais, mas também toda a estrutura montada pela Prefeitura de Raposa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. O espaço reuniu famílias e visitantes de todas as idades, que circularam com tranquilidade entre as barracas típicas, provando as delícias juninas e curtindo a decoração caprichada.

A segurança também seguiu como prioridade, o evento contou com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Defesa Civil, segurança privada e uma ambulância com equipe de saúde de prontidão durante toda a noite.


Para o secretário de Cultura, Pereira Filho, o evento está conseguindo unir tradição e cuidado.
“A cada noite, o Arraiá do Pescador reafirma seu papel como um dos maiores momentos culturais da nossa cidade. O público tem comparecido, elogiado a organização e mostrado o quanto Raposa valoriza suas raízes”, destacou.

A programação do Arraiá segue até o dia 4 de julho, com muito mais música, dança, cultura popular e comidas típicas no Viva Raposa.

Texto: Tamires Gonçalves

Fotos: Melkias Lisboa e Nonato Aguiar






Milhares de pessoas lotam o Viva Raposa na abertura do Arraiá do Pescador 2025


 

A primeira noite do tradicional Arraiá do Pescador foi um verdadeiro espetáculo de cores, sons e emoções. Realizado neste sábado (21), no Viva Raposa, o evento atraiu milhares de pessoas e superou todas as expectativas, com o espaço completamente lotado.

Organizado pela Prefeitura de Raposa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), o arraial abriu oficialmente o São João 2025 no município com uma programação empolgante e estrutura de alto nível.

As atrações começaram às 21h, com o ritmo contagiante de Geny Pisadinha, seguido pela banda Trio Neon, que manteve o público animado. O ponto alto da noite foi a apresentação do cantor maranhense Gildean Marques, que levou muito arrocha e romantismo ao palco e deixou o público eufórico. Encerrando a programação, Jhess Moraes trouxe um repertório recheado de forró das antigas, embalando o público até o amanhecer.

Com estrutura de palco impecável e apoio da Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Militar, segurança privada e ambulância com equipe de saúde, o evento garantiu segurança e conforto ao grande público presente.

O secretário de Cultura, Pereira Filho, destacou a grandiosidade da abertura.
“A primeira noite do nosso Arraiá do Pescador mostrou o quanto o povo raposense ama essa festa. O Viva Raposa ficou pequeno diante da multidão que veio prestigiar. Isso é só o começo de muitas noites inesquecíveis que teremos pela frente.”

Já o prefeito Eudes Barros, ao lado da primeira-dama Cássia Barros, celebrou o sucesso do evento.
“Começamos o São João 2025 com o pé direito. O Viva Raposa ficou lotado, as atrações deram um show e o clima foi de pura alegria. Estamos felizes em proporcionar uma festa tão bonita para a nossa gente, com organização, segurança e muito amor pela nossa cultura.”

As tradicionais barracas juninas também foram destaque. Todas decoradas com cuidado e criatividade, ofereceram uma grande variedade de comidas e bebidas típicas, garantindo ainda mais charme e sabor à festa.

O Arraiá do Pescador segue até o dia 4 de julho, com uma programação diversificada e apresentações culturais que prometem manter o Viva Raposa cheio de alegria por muitas noites.

Texto: Erica Samira

Fotos: Charles e Rodrigo

Justiça determina regularização administrativa e ambiental de nove cemitérios

 Ilustração horizontal, colorida, mostra um plano de fundo escuro, com terra, no centro do qual brota uma pequena planta verde com algumas folhas. Ao redor da planta, quatro pares de mãos de diferentes tons de pele formam um círculo, como se estivessem protegendo ou cuidando da muda.

Na parte inferior esquerda da imagem, sobre uma faixa verde-escura, há um ícone estilizado de uma folha verde dentro de um círculo vazado, seguido das palavras "Meio Ambiente" em letras brancas e grandes.

A parte inferior da imagem é dominada por uma faixa verde-clara com uma linha horizontal fina em verde mais escuro. No canto inferior esquerdo dessa faixa, há um logotipo dourado que parece ser da "Corregedoria Geral de Justiça" com um texto menor abaixo, embora seja difícil ler os detalhes exatos.

A Justiça condenou o Município de São Luís a realizar o licenciamento e a regularização ambiental de seus cemitérios públicos e a reparar os danos ambientais causados em todos os nove que estão sob a administração da empresa São Marcos, no prazo de um ano.

A administradora São Marcos deverá reparar os danos ambientais causados em todos os nove cemitérios públicos que administra, no prazo de dois anos,  seguindo um  Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e indenizar os danos ambientais irreparáveis e os intercorrentes causados pelo funcionamento ilegal dos cemitérios.

O Município de São Luís e a empresa São Marcos ficam proibidas de ampliar os cemitérios ou abrir novos jazigos, enquanto os cemitérios - do Gavião, Anjo da Guarda/São Raimundo, Vila Embratel, Vila Maranhão, Maracanã, Turu, Tibiri, São Cristóvão/Tirirical e Santa Bárbara - afetados pela decisão não estiverem regularizados.

CEMITÉRIOS SEM LICENCIAMENTO AMBIENTAL

A sentença, do juiz Douglas de Melo Martins (Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís), de 16 de junho, acatou pedido do Ministério Público para responsabilizar  a empresa São Marcos e  Município de São Luís, pelos danos ambientais causados pelo funcionamento de cemitérios públicos sem licenciamento ambiental.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a administradora dos cemitérios públicos de São Luís não possui contrato de concessão válido e nenhum dos cemitérios possui licenciamento ambiental, faltando meios de controle ou redução dos danos ambientais causados pela infiltração de líquidos dos sepultamentos.

De acordo com o inquérito civil juntado ao processo, o Município de São Luís está ciente de que os cemitérios funcionam sem licenciamento ambiental e de toda a irregularidade ambiental e administrativa envolvida, mas foi omisso em relação à regularização dos cemitérios, bem como quanto ao controle dos danos causados ao ambiente.

RESPONSABILIDADE

A administradora São Marcos alegou que a responsabilidade em obter as licenças ambientais seria do Município de São Luís, e diz ter recebido multas ambientais devido à ausência das licenças. Por fim, afirmou não haver dano ambiental constatado e que tomou todas as medidas cabíveis para a emissão das licenças ambientais, sem sucesso.

Conforme a sentença, devido à negligência na preservação do meio ambiente durante o processo de sepultamento ao longo de várias décadas, diante da omissão no cumprimento da legislação, os cemitérios funcionam por anos sem qualquer controle ou redução dos danos ambientais causados pela infiltração dos resíduos líquidos dos sepultamentos, bem como dos demais danos ambientais.

Essa conduta, segundo o juiz, polui os lençóis freáticos com substâncias nocivas, além de microrganismos provenientes da decomposição dos corpos e a provável ocorrência de contaminação das águas subterrâneas na área dos cemitérios tem o potencial de se espalhar para áreas vizinhas, especialmente devido à infiltração causada pelas águas da chuva.